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A Vida de Galileu - DUPLO

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A peça mais conhecida dentre todas de Bertolt Brecht ganha uma versão que, se não pode ser chamada de definitiva, chega muito próximo disso (especialmente se forem levadas em conta as várias adaptações de obras teatrais que grassam nos circuitos comerciais de cinema). Nesta adaptação vemos o célebre físico Galileu Galilei (interpretado por Topol) comprovar, por meio de instrumentos e verificação científica, a validade das teorias de Copérnico. Suas teorias e o trabalho de Galileu fazem ir abaixo toda uma ordem conceitual que justificava o poder da Igreja Católica na época. É lógico que as autoridades eclesiásticas não gostam nem um pouco disso e, mesmo em um primeiro momento comprovando as teorias de Galileu, optam por mantê-lo calado, por meio da força, de modo que suas ideias não se espalhem pelo continente europeu. Um filme (e uma peça também, já que Brecht aparece aqui respeitado tanto em forma quanto em conteúdo) absolutamente atual, principalmente se forem levadas em conta as lutas entre a geração que faz parte da Geração Internet e as megacorporações que tentam, através de mecanismos "legais", barrar o avanço humano e científico. A realização do homem na sua condição humana. A primeira versão do texto de A Vida de Galileu foi escrita em 1938, quando a vitória do nazismo na Alemanha parecia inevitável. Na iminência da barbárie, Bertolt Brecht (1898-1956) foi buscar na trajetória do astrônomo Galileu Galilei (1564-1642) o subtexto para expressar suas ideias sobre o comportamento dos intelectuais diante de uma sociedade repressora. Na época, o dramaturgo havia deixado a Alemanha, sua terra natal, e passava uma temporada de exílio na Dinamarca. A peça é composta de 15 quadros e narra parte da biografia do italiano que, ao ser processado pela Santa Inquisição por afirmar sob tortura que a Terra gira em torno do Sol nega publicamente sua descoberta. A atitude considerada covarde por muitos permitiu, porém, que o cientista terminasse seus estudos e deixasse suas teorias para as gerações futuras. Brecht não apresenta o astrônomo como herói, mas como um homem comum que gosta de comer bem, aspira à riqueza e salva a pele por medo. Não há idealização, como ocorre no modelo do herói trágico da literatura clássica. Brecht, assim, obriga o espectador a pôr em dúvida se é justo que um cientista tenha de abrir mão de seus ideais para deixar seu legado à humanidade. A ciência, portanto, não seria autônoma, sendo regida por estatutos sociais, religiosos ou políticos. Quando a bomba atômica encerra uma guerra já terminada, Brecht - que vivia então nos Estados Unidos - reconsidera a responsabilidade dos cientistas. Ele altera o desfecho de A Vida de Galileu, mudando o significado do personagem na peça. Galilei, antes mártir, é condenado por render-se à opressão. O novo texto foi escrito em 1945 em colaboração com o ator anglo-americano Charles Laughton, que também interpretou o personagem-título. Os autores deixam clara mudança de opinião: "Eu te digo, aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso". A culpa de Galileu consistiria, assim, no "pecado original" da ciência moderna. A Vida de Galileu é considerada a obra-prima e o testamento filosófico de Brecht. A frase "infeliz o povo que necessita de heróis" sintetiza os temas mais frequentes de sua obra: o problema do herói, sua discutível utilidade e o uso da razão como instrumento de luta contra a barbárie. O modo brechtiano de conceber o espetáculo teatral é uma inovação em si. O dramaturgo queria que o público nunca esquecesse que estava dentro de um teatro e apresentava problemas do mundo contemporâneo aos cidadãos, que poderiam então optar por uma solução individual. Ele procurava quebrar as ilusões do teatro realista ao preconizar um teatro às claras, explícito. O ator não devia atuar como se fosse o personagem, mas como um ator interpretando um personagem. Brecht chamou sua teoria de teatro épico. Entre os exemplos de peças escritas nesse espírito estão Mãe Coragem (1939) e O Círculo de Giz Caucasiano (1945). Como teórico, Brecht ainda cunhou expressões e técnicas como o teatro didático, o distanciamento e o estranhamento. Tido como comunista, por mais de uma década foi vigiado pelo polícia secreta americana e acabou convocado em 1947 para apresentar-se a um interrogatório da Comissão McCarthy. No dia seguinte à audiência, embarcou para a Europa e deu continuidade ao seu teatro na Alemanha Oriental. Brecht morreu enquanto dirigia os ensaios de uma terceira versão da peça A Vida de Galileu.


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